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Como estruturar o onboarding de um novo corretor parceiro
A maioria das incorporadoras trata o onboarding do corretor como um evento. Na prática é um processo — e processo mal feito gera corretor inativo.
Por Thiago Roberto · · 6 min de leitura
O onboarding que não funciona
Você já viu esse cenário: a incorporadora monta uma apresentação, convida o corretor para um evento de lançamento, distribui o book e a tabela, e considera o onboarding feito. Duas semanas depois, o corretor não manda uma proposta sequer.
O problema não é o corretor. É que evento de lançamento não é onboarding — é apresentação de produto. Onboarding é o processo que transforma um corretor que conhece o produto em um corretor que está pronto para vender.
O que um onboarding eficaz precisa ter
Dia 1 — Acesso imediato: tabela de disponibilidade ao vivo (link, não PDF), book em formato mobile-first, condições de pagamento em texto simples, contato direto para dúvidas.
Semana 1 — Primeira qualificação: entender o perfil do corretor. Ele trabalha com investidores ou com moradores? Atua em qual faixa de ticket? Tem base de clientes própria?
Semana 2 — Primeira ativação: mandar um broadcast personalizado com uma unidade específica que combina com o perfil de cliente dele.
Mês 1 — Primeiro resultado: se em 30 dias o corretor não gerou nenhuma pergunta qualificada, ele precisa de abordagem diferente ou não é o perfil certo para o produto.
O principal cliente de uma incorporadora é o corretor. Se você trata o onboarding dele com menos cuidado do que trata o processo de vendas para o comprador final, está deixando dinheiro na mesa.